Por Rodrigo Miurini - Gerente Comercial da Sol & Ar Mundo Água - Abril de 2013

A palavra energia está cada vez mais difundida e enraizada em nossa sociedade, pois dela dependemos para viver. Dependemos da energia solar para aquecer a Terra, da energia dos alimentos para sobrevivência e desenvolvimento do corpo humano e da energia elétrica para que a nossa civilização se mantenha e evolua tecnologicamente. 

Vamos nos ater à energia elétrica. Hoje somos totalmente dependentes dela. Quem não fica desesperado quando em um dia de forte chuva  a “luz vai embora” por alguns minutos? Imagine o mundo um dia inteiro sem energia elétrica? Fábricas, usinas, hospitais, cidades, países, etc., tudo iria parar; seria um caos total! Por isso, a sociedade moderna vem debatendo constantemente o tema energia, pois se não nos prepararmos e não nos programarmos, poderemos ter problemas de falta de energia no futuro.  Mas por que? Porque a energia elétrica não é encontrada diretamente na natureza. Precisamos converter outro tipo de energia em energia elétrica:

  • Convertemos  a energia potencial das águas das hidrelétricas em energia elétrica
  • Convertemos a energia eólica dos vetos em energia elétrica
  • Convertemos a energia da queima de combustível em energia elétrica
  • Convertemos a energia das termoelétricas em energia elétrica
  • Convertemos energia nuclear dentro das usinas nucleares em energia elétrica
  • Convertemos a energia solar em energia elétrica

 

Com exceção do processo eólico e do solar, todos os outros citados acima agridem, e muito,  o meio ambiente. Por isso, nossa sociedade está em busca de alternativas que não prejudiquem o meio ambiente e que são consideradas ecologicamente corretas.  A conversão de energia solar em elétrica, além de ser ecologicamente correto, possui uma fonte de energia limpa (que não agride o meio ambiente) e inesgotável:  nossa estrela, o Sol.

Outros tipos de energia que são consideradas energia limpa: biogás, das marés e biocombustíveis.

O sistema fotovoltaico

O sistema fotovoltaico é um mecanismo de produção de energia elétrica por módulos fotovoltaicos que utiliza a energia solar. Esses módulos, também chamados de placas, captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica. Apesar de depender da quantidade de luz natural recebida, a radiação solar é captada mesmo em dias nublados, transformada em energia e armazenada para o uso em qualquer período do dia. Além de depender de uma fonte limpa e renovável (radiação solar), o sistema fotovoltaico é confiável e ajuda a combater o aquecimento global, pois evita a emissão de gás carbônico.

Apesar do efeito fotovoltaico ter sido descoberto em 1839, essa tecnologia é ainda muito nova, mas vem se desenvolvendo a passos largos se comparado aos últimos 50 anos. A utilização e melhoramento dos diversos tipos de materiais (de nanotubos de carbono ao melhoramento das tradicionais células de silício), têm trazido ganhos promissores para esta forma de energia.

Componentes do sistema fotovoltaico

  • Placa solar ( também chamado de módulo solar)
  • Controlador de cargas por baterias
  • Inversor
  • Baterias

Funcionamento do sistema fotovoltaico

Utilizando uma fonte de energia limpa e inesgotável (radiação solar) a placa que é formada por células fotovoltaicas de silício, transforma diretamente a energia solar em energia elétrica: “a fotossíntese eletrônica.” Essa transformação é feita sem qualquer desgaste de material, assegurando à placa solar  uma durabilidade praticamente ilimitada.

Vantagens do sistema fotovoltaico

  • Confiável e prático
  • Energia limpa, sem poluição e qualquer tipo de resíduo
  • Matéria prima inesgotável: radiação solar
  • Alta qualidade dos equipamentos, sem ruídos
  • Instalação  modular que pode ser realizada tanto em obras em andamento como em construções finalizadas
  • Baixa manutenção

 O Brasil avança e estimula  a utilização de energia limpa e renovável

Em 17 Abril de 2012, foi publicada a Resolução Normativa 482 da ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica), que dá diretrizes e regulamenta o mercado de energias renováveis no Brasil, através da micro e mini geração de bases hidráulica, eólica, solar, biomassa e ou cogeração.

 

Estas novas instalações poderão ser conectadas a rede de distribuição das Cias Elétricas, dispensando desta forma as baterias de armazenamento. O consumo de energia elétrica da unidade consumidora será compensado com a energia gerada por esta unidade, como numa espécie de conta corrente de energia, impactando sobre sua conta de energia, de forma proporcional.